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19 de mai de 2015

Simulado: A escola e o conhecimento: fundamentos epistemológicos e políticos - CORTELLA, Mario Sergio (2011)

Resumo

01. (VUNESP/2014) Em sua obra A Escola e o conhecimento: fundamentos epistemológicos e políticos, Mario Sergio Cortella aborda três  concepções básicas  da  relação sociedade-escola. Considerando   essas concepções apresentadas   pelo autor, pode-se identificar aquelas que predominam entre os docentes que trabalham  nas  diferentes  escolas  de ensino fundamental.

Em  conformidade  com  Cortella  (2011),  pode-se  afirmar corretamente que a maioria dos professores é adepta do

(A) pessimismo ingênuo, pois afirma que todos os conflitos da escola são decorrentes da pobreza dos alunos. Nessa concepção, nem tudo está perdido porque os múltiplos  programas  sociais  são  intervenções que podem superar a desigualdade nas escolas e permitir o desenvolvimento pedagógico de seus alunos.

(B) otimismo   crítico.   Nessa   concepção, a educação escolar tem uma autonomia e uma determinação relativas e sua prática se dá nessa contradição, podendo aprofundar  a  desigualdade  social  com  o fracasso escolar ou combatê-la com o sucesso escolar.

(C) otimismo crítico, pois afirma a possibilidade da transformação radical das condições da educação esco-
lar,  se  o  governo  pagar  melhor  os  professores  e estes estiverem convencidos de sua nobre missão: a 
de salvar a sociedade por meio da educação.

(D) otimismo   ingênuo. Nessa   concepção,   a   educação  escolar  não  consegue  eliminar  a desigualdade social, mas entendem que, alfabetizando e educando os  alunos,  ela  conseguirá instrumentalizá-los  para vencerem  individualmente  os  obstáculos  a  serem enfrentados e tornarem-se cidadãos bem sucedidos.

(E) pessimismo ingênuo, na medida em que descreem de  quase  tudo  que  possa  ser  feito  pela  educação escolar do jeito que ela está, mas, ao mesmo tempo, acredita que cabe à educação recuperar seu papel de salvadora da sociedade, recrutando mestres com verdadeira vocação.

02. (VUNESP/2014) Mario Sergio Cortella, em sua obra A Escola e o Conhecimento, afirma que no fracasso escolar, que ele chama de “pedagocídio”, há, usualmente, causas extraescolares que são reais e importantes, como precárias condições econômicas e sociais da população, formação histórica colonizada, poderes públicos irresponsáveis ou atrelados aos interesses de uma elite predatória, e outras. Entretanto, as causas extraescolares não são as únicas, pois existem  causas  intra-escolares.  Se  desejarmos  explorar os espaços nos quais  nossa  autonomia  relativa  rejeite concretamente a manutenção de uma realidade injusta, deveremos considerar também que

(A) o aluno, com suas atitudes de desorganização e desrespeito aos professores e aos pais ou responsáveis, acaba  se  tornando  o  causador  do  próprio  fracasso escolar e insucesso na vida.

(B) a grande responsável pela precária aprendizagem dos alunos é a progressão continuada, pois os estudantes são promovidos para os anos seguintes sem que  dominem  os  conteúdos  básicos  do  ano  que 
cursam.

(C) precisamos  nos  debruçar  sobre  as  causas  intra-escolares daquele fracasso, entre as quais se incluem o uso não-reflexivo e acrítico dos livros didáticos e a seleção de conteúdos excessivamente abstratos, que não se integram.

(D) diretores despreparados agravam o fracasso escolar ao abandonarem a maioria dos professores no exercício  de  suas  práticas  educativas,  permitindo que sejam apoiados pelos colegas mais experientes.

(E) cabe exclusivamente à família educar seus filhos em atitudes e valores, para que aproveitem os conteúdos oferecidos pela escola no cumprimento de sua função social, prevenindo, assim, o fracasso escolar.

GABARITO

01 - B
02 - C

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