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18 de mar de 2014

Simulado: História das idéias pedagógicas no Brasil. SAVIANI, Dermeval (2010)

01. (VUNESP/2014) Em sua obra História das ideias pedagógicas no Brasil, Saviani (2010) critica a forma como a progressão continuada foi implementada. Segundo o autor, a progressão continuada

(A) por não admitir reprovação e por pressupor que o aluno deva assimilar os conteúdos escolares em um ciclo mais longo que um ano ou uma série, desestimula-o a aprender, pois a reprovação é um incentivo ao estudo.

(B) causou vários problemas para a educação, um deles é o fenômeno denominado “copismo”, relacionado ao analfabetismo funcional, o qual vem crescendo continuamente devido à abolição da reprovação.

(C) não pôde se tornar exitosa porque foi aplicada sem a participação dos principais envolvidos (docentes, pais e alunos), sem um projeto pedagógico adequado e sem condições para a oferta da necessária recuperação.

(D) por ter sido empregada como mecanismo para manter metas quantitativas, ao mesmo tempo em
que incluiu os educandos no sistema escolar, manteve-os excluídos do mercado de trabalho e da participação ativa da sociedade.

(E) deixou de avaliar a aprendizagem com o devido rigor, guiada pelo objetivo de promover a autoestima dos alunos, evitando que se sentissem inferiorizados frente a seus colegas de mesma faixa etária, caso reprovados.

02. (VUNESP/2014) Saviani (2010) registra uma história das ideias pedagógicas no Brasil e, na introdução da obra, esclarece que entende as ideias pedagógicas como

(A) propostas orientadoras do trabalho didático do professor em sala de aula e, por isso mesmo, extraídas da psicologia da aprendizagem, da psicologia do desenvolvimento e articuladas com concepções éticas.

(B) contrapontos ao que acontece concretamente em cada contexto histórico-social, no âmbito das práticas didático-pedagógicas escolares, com vistas à democratização do conhecimento científico.

(C) propostas desafiadoras aos professores, em contextos educacionais determinados, emanadas de setores da vanguarda política do momento histórico respectivo, em prol das causas que defendem.

(D) sinônimo de ideias educacionais, não de quaisquer, mas daquelas que se originam de concepções filosóficas consistentes e que comportam uma ética, uma epistemologia e, portanto, uma pedagogia.

(E) ideias educacionais, não em si mesmas, mas na forma como se encarnam no movimento real da educação, orientando e, mais do que isso, constituindo a própria substância da prática educativa.

03. (VUNESP/2014) Em sua obra História das ideias pedagógicas no Brasil, Saviani (2010) examina as ideias pedagógicas no Brasil, ao longo de, aproximadamente, 500 anos de sua história. Para concluir, Saviani faz uma análise a respeito da relação entre as ideias pedagógicas dos professores, ao pensar sua prática, e a realidade da educação escolar, em cada período examinado.
Assinale a alternativa que apresenta, corretamente, uma análise do autor sobre essa relação.

(A) No final dos anos 60, os professores pensavam sua prática educativa com uma cabeça escolanovista, devido à influência “progressista” nos cursos de formação. No atendimento educacional real, essas ideias mostraram-se válidas na educação infantil; no ensino fundamental, provocaram um espontaneísmo pernicioso, e no médio, um estrago que só favoreceu os cursinhos para o vestibular.

(B) No início dos anos 70, pelas ideias tecnicistas, o professor pensava que seria eficiente, atingiria o máximo de resultados num trabalho interdisciplinar, com planejamento dialogal e participativo; a realidade da ditadura militar, impedindo reuniões, neutralizou essas intenções, obrigando a seguir o passo a passo de um ensino planejado de fora, por outros.

(C) Na segunda metade dos anos 70, as teorias reprodutivistas abateram o ânimo e a autoimagem dos
professores ao desvalorizarem seu trabalho que seria, apenas, reprodutor da exploração capitalista por meio da dominação ideológica; com a realidade institucional em alguns estados, como São Paulo, a elaboração dos Guias Curriculares com participação dos professores mostrou-lhes o contrário.

(D) Nos anos 80, as pedagogias contra-hegemônicas acenderam um farol de esperanças para os professores, apontando o caminho de uma educação efetivamente crítica e transformadora, mas os governos dos diversos estados e municípios brasileiros, uma vez eleitos, traíram suas promessas de campanha, deixaram as escolas como estavam e o farol se apagou.

(E) A partir dos anos 90, as ideias pedagógicas apontam para um professor participativo, que se aperfeiçoa continuamente, atende demandas da comunidade e orienta alunos. De outro lado, as condições objetivas mostram reformas ditadas pelas regras de mercado, impossibilidade de integralizar jornada de trabalho em uma única escola, assim como de ter uma remuneração mínima satisfatória.

04. (VUNESP/2014) Rute e Maurício, estudando para prestarem um concurso público na área da Educação, passaram a debater os textos constantes na obra de Saviani (2010). Ao lerem a parte relacionada com a reorientação das atividades construtivas da criança, depararam-se com o termo “neoconstrutivismo” associado, inclusive, ao embasamento dos PCN – Parâmetros Curriculares Nacionais.
Assinale, dentre as alternativas, aquela que, em conformidade com o texto de Saviani (2010), menciona de forma correta o que é o neoconstrutivismo.

(A) Uma abordagem psicológica que, baseada na concepção construtivista de Piaget, reflete os progressos havidos em nossa compreensão dos mecanismos de aprendizagem, de desenvolvimento cortical e de modelagem.

(B) Uma reconfiguração do construtivismo, a qual apresenta afinidades com a “teoria do professor reflexivo” e mantém um elo com a “pedagogia das competências”.

(C) Um conceito moderno, relacionado com a teoria das inteligências múltiplas, de Gardner, visando a adaptar o sujeito à sociedade de mercado, por meio da construção de competências na área da tecnologia da informação.

(D) Uma reconfiguração do construtivismo que desloca o controle dos resultados para o processo, convertendo a avaliação no principal elemento a ser considerado pelo educador a fim de garantir a eficiência e a produtividade.

(E) Uma abordagem epistemológica que, baseada na concepção construtivista de Wallon, enfatiza uma educação que deve ser desenvolvida ao longo da vida para responder aos desafios da sociedade do conhecimento.

05. (VUNESP/2014) Em uma EEEF, a professora Helena, a partir da pedagogia histórico-crítica apresentada por Saviani (2010), propôs para seus colegas de trabalho uma discussão a respeito da possibilidade de se desenvolver um trabalho de aplicação das propostas de transversalidade e de interdisciplinaridade no desenvolvimento dos Temas Transversais. Juntos, esses professores, em conformidade com Saviani (2010), chegaram à conclusão de que a transversalidade e a interdisciplinaridade

(A) mantêm entre si total independência e desvinculação. Graças a essas características, é possível fazer um trabalho transversal mesmo quando nos defrontamos com uma perspectiva disciplinar segmentada e rígida.

(B) permitem o tratamento das questões trazidas pelos Temas Transversais, mas elas podem fundamentar-se em uma concepção de conhecimento que considera a realidade como um conjunto de dados estáveis.

(C) se diferenciam, pois a proposta de transversalidade implica o fato de que os Temas Transversais possam ser assumidos e valorizados como novas áreas de conhecimento, que serão trabalhadas independentemente das áreas convencionais do currículo.

(D) apontam, igualmente, a complexidade do real e se alimentam mutuamente, na prática pedagógica, não sendo possível fazer um trabalho pautado na transversalidade mantendo-se uma perspectiva disciplinar rígida.

(E) mantêm pontos comuns entre si, mas a transversalidade não resulta na transformação da prática pedagógica, uma vez que ela admite o isolamento dos professores nas atividades didáticas formalizadas.

06. (VUNESP/2014) Com o objetivo de conhecer melhor as ideias de Saviani (2010) a respeito da Pedagogia Histórico-Crítica, um grupo de professores passou a se reunir e ler a obra desse autor. Ao término de alguns dias de estudos, eles compreenderam que, para esse autor, a Pedagogia Histórico-Crítica tem

(A) sua base em Snyders, que sustenta a primazia dos conteúdos, passando a denominar-se Pedagogia Crítico-Social dos Conteúdos. Nessa perspectiva, enfatiza-se a importância dos conhecimentos sistematizados e específicos por disciplina.

(B) como fundamento a concepção Libertadora e preconiza uma educação do povo, pelo povo e com o povo, em contraposição à tendência dominante, caracterizada como de elite e pela elite, para o povo, mas contra o povo.

(C) como ponto de partida os conhecimentos sistematizados e, como ponto de chegada, a prática social. No ponto de partida, o professor e o aluno são desiguais quanto a seus conhecimentos, porém no ponto de chegada, na prática social, atingem às vezes alguma aproximação.

(D) a prática social como ponto de partida e de chegada da prática educativa. Seu método pedagógico passa pelos momentos de problematização, de instrumentação e de catarse.

(E) a denominação alternativa de Pedagogia da Prática, segundo a qual o saber “gerado na prática social” é relegado pela escola, mas é ele que deve ser valorizado e constituir matéria-prima do ensino.

07. (VUNESP/2013) Saviani (2010) faz menção a um momento na história das ideias pedagógicas no Brasil em que o ensino médio passou a ter “como objetivo a preparação dos profissionais necessários ao desenvolvimento econômico e social do país, de acordo com um diagnóstico da demanda efetiva de mão de obra qualificada”.

Nesse trecho, o autor está referindo-se à pedagogia

(A) behaviorista.

(B) do oprimido.

(C) escolanovista.

(D) tecnicista.

(E) da libertação.

08. (VUNESP/2013) Saviani (2010), um dos formuladores da pedagogia histórico-crítica, que se funda em concepções do materialismo histórico, explica que, no âmbito didático, essa pedagogia “adota” um método que, em suas bases psicológicas, apoia-­se na psicologia histórico-­cultural desenvolvida por Vygotsky. Professores adeptos dessa pedagogia e dessa metodologia podem encontrar o mesmo referencial vygotskyano em Schneuwly e Dolz (2004), a respeito do ensino de linguagem oral. Segundo estes autores, o ensino de linguagem oral deve

(A) levar em conta a linguagem oral praticada pelos estudantes, contrapondo a ela formas mais cultas e corretas para serem valorizadas e exercitadas.

(B) tomar os gêneros textuais como entrada privilegiada, pois eles são produtos sócio-­históricos
densos de significação e instrumentos para a ação de linguagem.


(C) tomar os gêneros textuais orais como ponto de partida para todo o trabalho com textos escritos de todos os gêneros e para o ensino da gramática.

(D) acontecer num movimento dialético com o ensino de linguagem escrita, alternando-­se o início das unidades didáticas com a escrita ou com a oral.

(E) ser fiel às práticas sociais de comunicação nascidas no seio da cultura familiar e da classe social, cabendo à escola aprimorá-­las respeitando sua identidade.

09. (VUNESP/2013) Adelaide, Joelma e Tiago atuam como professores de quarto ano, com três turmas distintas, em uma mesma escola, e desenvolvem um trabalho didático-pedagógico com os alunos, apoiado teoricamente na pedagogia histórico-crítica e no método pedagógico que esta adota. Nos horários de trabalho pedagógico coletivo, os professores avaliam e replanejam suas atividades didáticas, com a mediação da coordenação pedagógica, a fim de imprimir o movimento lógico que caracteriza tal método, o qual, de acordo com Saviani (2010), apresenta, em suas bases psicológicas, fortes afinidades com a teoria de Vygotsky e pode ser brevemente descrito assim:

(A) parte-se dos conteúdos programados pela escola e pro-move-se debate entre professor e alunos, os quais, por se encontrarem em posições distintas, têm condição de estabelecer uma relação fecunda na compreensão dos problemas enfrentados pela comunidade e no encaminhamento de soluções.

(B) inicia-se pela identificação das características globais da realidade (visão sincrética), a seguir aprofunda-se o conhecimento de cada parte dela, valendo-se dos conceitos disciplinares do currículo (fase analítica) e conclui-se voltando ao todo, cobrando sua compreensão (visão de síntese).

(C) estabelecem-se acordos com os alunos sobre as normas do trabalho em classe, reforça-se positivamente ou negativamente cada passo do discípulo, fornecendo “feedback” a cada produção avaliada, no sentido de modelar seu comportamento de acordo com os objetivos delineados.

(D) identificam-se as questões suscitadas pela prática social em que os sujeitos se inserem (problematização), dispõem-se os instrumentos teóricos e práticos para compreensão das questões e solução de problemas (instrumentação), viabiliza-se sua incorporação na vida dos alunos (catarse).

(E) o ponto de partida e o ponto de chegada da prática educativa é a ação do indivíduo (aluno), colocando-se as intervenções didático-pedagógicas do professor numa posição de “resposta” e/ou de “proposta”, sempre referidas ao conteúdo da ação do aprendiz.

10. (VUNESP/2012)  Saviani afirma que o “lema ‘aprender a aprender’, tão difundido na atualidade, remete ao núcleo das ideias pedagógicas escolanovistas.”. Segundo esse autor, o “aprender a aprender”,

(A) no âmbito do escolanovismo, ligava-se à necessidade de constante atualização exigida pela necessidade de ampliar a esfera da empregabilidade.

(B) atualmente, no processo de ensino e aprendizagem, provoca um deslocamento do eixo: o professor passa a ser aquele que ensina e deixa de ser o auxiliar do aluno em seu próprio processo de aprendizagem.

(C) no contexto atual, é ressignificado, já não significa adquirir a capacidade de buscar conhecimentos por
si mesmo, ocupar um lugar e cumprir um papel de-terminado em uma sociedade entendida como um organismo.

(D) na atualidade, significa assimilar determinados conhecimentos, isto é, o mais importante é ensinar e aprender os conteúdos curriculares previstos pelos programas de cada sistema de ensino.

(E)  no contexto atual, refere-se à valorização dos processos de convivência entre as crianças e os adultos e da adaptação do indivíduo à sociedade vista como um organismo em que cada um tem um lugar e um papel definido a cumprir.

GABARITO

01 - D
02 - E
03 -
04 - B
05 - D
06 - D
07 - D
08 - B
09 - D
10 - C

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